Intercâmbio: como, quando, onde?

Fiquei de voltar aqui pra explicar como que rolou o meu intercâmbio, em termos práticos. Bem, em primeiro lugar, é necessário estar matriculado em uma Universidade. Se esse não é o seu caso, sugiro que pule para o final do texto, onde diz “E se eu já estiver formado?”.

Se você ainda estiver na sofrência da vida universitária, aqui está explicadinho o meu processo, e que não necessariamente é igual para todas as universidades e bolsas.

Qual é o meu programa?

Eu faço parte de um programa do banco Santander, que oferece uma bolsa de estudos para um intercâmbio de seis meses. São várias Universidades vinculadas no mundo todo, e diferentes programas com diferentes tipos de bolsa$. Você pode ver os programas e datas de inscrição aqui.

Estou inscrita no programa Luso-Brasileiro, que oferece um valor em euro suficiente para passar os 6 meses na cidade do Porto e ainda viajar. O único problema é o edital. O programa oferece um valor em euro de acordo com a cotação de um dia estipulado – no meu caso, foi de acordo com uma data de março de 2015. Quando recebi a bolsa, em setembro de 2015, o euro tinha subido muito, e como o banco te paga em reais, perdi uma boa quantidade do valor inicial da bolsa.

Ou seja, apenas o dinheiro da bolsa não foi suficiente, mas falo sobre isso mais pra frente.

Como me inscrever?

Cada Universidade lança um edital, então você precisa ver o que a sua exige. No caso da USP, após me inscrever no site do Santander, eu precisava me adequar a uma série de pré-requisitos, como ter cumprido 20% dos créditos do meu curso e não ter pendências em disciplinas obrigatórias. Estando tudo certo com isso, tive que montar um plano de estudos já contendo as disciplinas que pretendia cursar, e justificar minhas escolhas.

Tudo isso está descrito de maneira bem clara no edital, mas tem que ler tudo. Sobre o plano de estudos, não há desespero: eu alterei o meu três vezes no Brasil e mais uma vez quando cheguei aqui, então sem estresse.

Depois de juntar todos os documentos necessários (inscrição do Santander, passaporte, plano de estudos, histórico escolar e RG), enviei para a minha Unidade de Ensino e esperei.

OBS: Para participar desse programa é preciso ter uma conta corrente no Banco Santander.

Fui chamada. E agora?

E agora, fodeu! Foi exatamente isso que pensei ao receber o email da Universidade falando que eu havia sido selecionada para as vagas remanescentes. Fui escolhida no programa Ibero-Americanas, pois tinha sobrado vagas nessa outra bolsa. Ok, respira.

Além dos documentos que já foram reunidos para a inscrição, agora também será necessário ter uma Carta de Recomendação do professor que assinou seu Plano de Estudos, o comprovante de abertura de conta no Santander, e um Termo de Compromisso e um Termo de Adesão, que foram enviados pela própria Universidade.

Mas como eu disse, esse processo se refere apenas ao meu caso, na USP. Algumas meninas que vieram da Universidade Federal de São João del Rei passaram por outras etapas, que incluiu uma entrevista na Universidade, por exemplo.

Dependendo da Universidade para onde você vai, também pode ter outros documentos para preencher. Na Universidade do Porto eu precisei criar uma Ficha de Candidatura Online (veja aqui) após enviar os documentos referentes a essa segunda fase, e então tive que aguardar o aceite da UPorto para dar continuidade ao visto e compra de passagem.

Antes de viajar

Se a sua Universidade de origem e de destino te derem amém, então a parte acadêmica está toda resolvida. Ótimo! Mas a dor de cabeça ainda não terminou. Até onde eu sei, se você vai turistar pela Europa não precisa de visto, desde que fique por até 90 dias. Mas se vai estudar (ou ficar mais do que 3 meses) então tem que tirar o visto. É só clicar aqui para ver o que tem que providenciar, e a lista é grande.

Dica: se você já foi aprovado pela sua Universidade de origem, corre atrás de todos os documentos e deixe tudo pronto, aguardando apenas a Carta de Aceite da Universidade de destino, pois os vistos demoram e já soube de muita gente que teve problemas para viajar por conta disso.

Quanto à passagem aérea, eu comprei a minha assim que fui aceita pela UPorto. Tive que pagar do meu bolso (e doeu!), voei pela Ibéria, fazendo conexão em Madrid, e não tenho nenhuma reclamação para fazer. Mas sobre todos os gastos, voltarei a fazer um post sobre isso quando estiver mais perto do fim do intercâmbio.

E se eu já estiver formado?

Parabéns para você, amiguinha ou amiguinho!

Estar formado não é motivo para não viajar. Eu sei que existem diversos programas de estudo, como cursos livres, pós graduação e curso de idioma. Além disso, também tem alguns programas de trabalho voluntário.

O que eu vou indicar aqui é um chamado WWOOF. Resumidamente, você trabalha em fazendas orgânicas a troco de moradia e alimentação. Uma amiga participou do programa e o descreveu lindamente neste texto. Recomendo a leitura e, mais do que isso, recomendo cair no mundo. Eu não acreditei, em nenhum momento, que teria a sorte de viver essa experiência, e mesmo assim estou aqui.

Então vamos tocar o barco!

 

 

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